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Ministra aponta IPS para a construção de estratégia para a região

Ana Abrunhosa disponível para discutir criação de uma NUT II na Península de Setúbal

No passado dia 04 de junho, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, manifestou, no Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), a disponibilidade do Governo para propor junto da Comissão Europeia o regresso da Península de Setúbal ao estatuto de NUTS III autónoma, propondo, no entanto, que se comecem a desenhar desde já "estratégias viáveis de desenvolvimento", à margem dos fundos de coesão, em que o IPS desempenhará um papel fundamental.

A governante falou na abertura da conferência "Devolver o futuro à Península de Setúbal", uma iniciativa organizada pela Associação da Indústria da Península de Setúbal (AISET), que ao longo do dia reúne no Auditório Nobre do IPS autarcas, deputados, empresários e académicos para discutir a urgência de repor a região no mapa dos fundos europeus, retirando-a da NUTS II Área Metropolitana de Lisboa, onde é considerada estatisticamente com uma das regiões mais desenvolvidas da Europa limitando, assim, o acesso a apoios diferenciados.

"O IPS vai ter uma importância extraordinária, não só pela formação que faz em conjunto com as empresas, mas também no apoio à construção de uma estratégia específica para a região, nomeadamente como mediador nas candidaturas ao PRR [Plano de Recuperação e Resiliência], e aos fundos e iniciativas geridas diretamente pela Comissão Europeia", referiu a governante, numa sessão onde também usaram da palavra Maria das Dores Meira, presidente da Câmara Municipal de Setúbal, e Antoine Velge, presidente da AISET.

No final, Ana Abrunhosa comprometeu-se a falar "diretamente, olhos nos olhos" com todos os agentes de desenvolvimento da região, e a criar, "através do IPS, uma infraestrutura que vos ajude a entender esta linguagem e que possa capacitar a região para trabalharmos nestes projetos". "São fundos avultados, apenas temos que aprender a fazer candidaturas", concluiu.

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Para o presidente do IPS, Pedro Dominguinhos, este encontro reveste-se de uma natureza "inédita, mas ao mesmo tempo reveladora, na medida em que todos os atores do território estão de acordo". "Nesta sala, estão as vozes de 800 mil pessoas que vivem na Península de Setúbal e que se sentem injustiçadas", disse, sublinhando que a Política de Coesão da União Europeia é clara, ou seja, "as regiões com níveis de desenvolvimento mais baixo têm direito a receber fundos por conta desse atraso, de forma a melhorar a qualidade de vidas das pessoas e dos territórios".

Manter os nove concelhos da Península de Setúbal integrados na NUT correspondente à Área Metropolitana de Lisboa, é, pois, "persistir num erro com repercussões nefastas para toda a região", sendo que "a decisão apenas depende da vontade política em Portugal", rematou, com a confiança de que o Governo saberá estar "do lado certo da história".

Até ao fim da tarde, o encontro contará ainda com os contributos da comissária europeia da Coesão e Reformas, Elisa Ferreira, e do ministro do Planeamento, Nelson de Sousa, ambos na sessão de encerramento, bem como dos deputados eleitos por Setúbal, entre outros oradores. 

Fotografias cedidas por: Mário Romão

07 de junho/2021

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