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1º ano Ciência à Conversa: Entrevista com Prof. Doutor Filipe Cardoso

Iniciativa promove o debate de temas científicos junto da comunidade académica e local

A iniciativa "Ciência à Conversa" decorre há um ano nos campi do IPS, desafiando a comunidade local e do IPS a almoçar enquanto ouve falar sobre Ciência. Muitos são os temas que já foram abordados todas as primeiras quartas-feiras de cada mês. Para o Prof. Doutor Filipe Cardoso, Pró-Presidente do IPS para I&D, Inovação e Empreendedorismo, e coordenador da Unidade de Apoio à Inovação, I&D e Empreendedorismo do IPS (UAII&DE-IPS), "tem sido um verdadeiro desafio comunicar ciência num formato e horário diferentes e para públicos tão distintos, mas em muito tem contribuído para a divulgação da ciência e fortalecimento da relação com a comunidade interna e externa."

A 1 - Como surgiu a ideia de criar o projeto "Ciência à Conversa"?
Este projeto nasceu por iniciativa de um conjunto de docentes da Escola Superior de Saúde do IPS, passando posteriormente a ser integrado no âmbito das atividades promovidas e coordenadas pela UAII&DE-IPS.

O "Ciência à Conversa" surge também a partir de uma necessidade identificada de tentar comunicar ciência de uma forma diferente, ou seja, fazer com que internamente ao nível do IPS e da comunidade externa se percebesse que a ciência está presente no nosso dia a dia em diferentes ações, nas mais diversas áreas, desde a engenharia à saúde, à gestão e ao marketing, passando pelas ciências sociais e outras, em suma, em tudo o que tem a ver com a sociedade em geral.

Neste sentido, criámos este espaço de debate que é diferente, pois as pessoas são convidadas a participar e marcam presença porque se interessam sobre o tema e também porque o facto de ocorrer durante a hora de almoço lhes permite uma maior disponibilidade.

2 - O projeto decorre no IPS há cerca de um ano. Como tem sido a recetividade da comunidade académica e do público em geral?
A recetividade, em geral, tem sido muito boa, pois há que frisar que estamos a falar de uma atividade que decorre num horário diferente do habitual e que, como tal, necessita de alguma modificação de hábitos para que as pessoas disponibilizem parte da sua hora de almoço para estarem connosco, participando na discussão dos mais diversos temas.

Do ponto de vista da participação estamos satisfeitos, pois nas sessões marcam sempre presença entre 15 a 35 pessoas. Verifica-se um envolvimento muito positivo da comunidade interna (docentes e não docentes) e externa e nesse âmbito temos vindo a estabelecer alguns contactos e parcerias para o futuro desenvolvimento de projetos, o que para nós é o alcançar de um dos objetivos desta iniciativa.

Temos ainda que conquistar um público importante, os estudantes, pois embora habitualmente se possa contar com a presença de alguns estudantes, ainda existe muito espaço para melhorar. Globalmente, este é um projeto que tem vindo a crescer de forma sustentada e que está a começar a entrar na sua fase de "velocidade de cruzeiro". Sinto que tem sido um projeto bem acolhido.

3 - Considera que a iniciativa tem contribuído para desmistificar a ciência? Tem surgido uma maior abertura e proximidade da ciência à população em geral?
Considero que sim, pois até à data já abordámos 11 temas, como por exemplo a voz e o fado, o envelhecimento em Portugal e na Europa (as diferenças), a atividade física e a saúde ou até como descodificar os rótulos, o que são os alimentos transgénicos, a influência das radiações dos telemóveis e o IRS, envolvendo diferentes dinamizadores que conduzem aos mais diversos pontos de vista.

Isto dá uma perspetiva abrangente de como a ciência está presente em tudo e de como é possível fazer uma ligação direta entre a ciência e as questões que nos rodeiam no dia a dia. Acho que esta perspetiva é que tem cativado a participação de pessoas que se interessam pela ciência nas suas diferentes vertentes. É minha convicção que temos vindo a conseguir desmistificar uma visão, por vezes, mais reservada e elitista da ciência ao demonstrarmos a sua presença constante em tudo o que nos rodeia em diferentes situações.

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4 - Qual o balanço que realiza deste primeiro ano da iniciativa? Foram alcançados os objetivos pretendidos?
O balanço não podia ser mais positivo, pois esta experiência e o primeiro ano do projeto permitiu-nos validar um modelo de comunicação da ciência que não é muito usual no contexto do ensino superior. No geral, os objetivos foram alcançados e alguns deles até superados.

5 - Quais as perspetivas para o projeto? Para além do desafio para uma hora de almoço diferente, vêm por aí mais novidades?
O principal desafio deste projeto foi o de realizar horas de almoço diferentes com o objetivo de comunicar ciência para vários públicos nos campi de Setúbal e do Barreiro.

Simultaneamente encontramo-nos a equacionar a possibilidade de implementar outros modelos, que poderá passar por levar o "Ciência à Conversa" para outros espaços ou horários que levem as pessoas a participar ainda mais, reforçando assim a relação com a comunidade envolvente e os parceiros do IPS.

A principal inovação será sempre comunicar a ciência de uma forma diferente, num formato e num tempo que permita atrair um conjunto de pessoas que tipicamente não se interessam ou não têm tempo para discutir ciência.


15 de junho 2016

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