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Estudantes Casos de Sucesso José Simão
JOSÉ SIMÃO

Mestrado em Ciências Empresariais

José Simão é diplomado do Mestrado em Ciências Empresariais, do Politécnico de Setúbal e aceitou, recentemente, o desafio de desempenhar o cargo Diretor Geral da Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos. Iniciou a carreira na área da eletrotecnia e instrumentação e refere que decidiu apostar na sua formação porque "senti necessidade de ganhar competências em liderança de equipas e de gestão empresarial".

De entre os vários aspetos positivos, de estudar no IPS, José Simão destaca "a proximidade dos professores aos alunos, que é, de facto, um aspeto distintivo desta instituição".

1. O que motivou a sua vinda para o IPS para realizar o Mestrado em Ciências Empresariais?
Desde muito novo comecei a trabalhar nas áreas de engenharia eletrotécnica. Formei-me como trabalhador/estudante em Engenharia de Informática e fui progredindo na carreira, assumindo, alguns anos depois, funções de Direção. À medida que a minha carreira evoluiu cada vez mais para funções de gestão, senti necessidade de ganhar competências em liderança de equipas e de gestão empresarial, o que me levou a realizar o Mestrado em Ciências Empresariais.

2. Quais foram os desafios que encontrou durante a formação?
Acima de tudo foi a necessidade de evoluir do contexto técnico, de onde vinha, para uma visão mais abrangente de gestão de empresas, com componentes mais transversais e de visão estratégica. Foi um "salto" muito positivo que me abriu outros horizontes, sem prejuízo de continuar a gostar muito da área técnica de sistemas de informação, que considero ser também muito desafiante, até pela constante evolução a que está sujeita.

3. Para si, no âmbito da sua atividade profissional, quais foram os principais benefícios e mais-valias de frequentar este Mestrado?
Uma das principais mais-valias foi compreender as várias componentes funcionais de uma empresa e a forma como se relacionam entre si foi fundamental. Particularmente, a matéria de gestão de Recursos Humanos foi muito relevante, pois é sempre um fator crítico de sucesso em qualquer tipo de organização.

4. Desempenhou funções na área de administração no Porto de Sines e do Algarve e recentemente foi nomeado Diretor Geral da Direcção- Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos. Fale-nos um pouco sobre o seu percurso profissional e projetos inovadores que desenvolveu ou em que participou?
Comecei a trabalhar como técnico de eletrotecnia e também de instrumentação, na zona industrial de Sines. Foi nesta área técnica que ingressei nos quadros da APS - Administração do Porto de Sines.

Decorrente de várias reestruturações da APS, passei pelas áreas de engenharia, operações e de segurança, o que foi uma excelente aprendizagem. Posteriormente e após construção do novo plano estratégico do Porto de Sines, foi-me lançado o desafio para liderar a divisão de sistemas de informação do porto, que mais tarde foi transformada em direção com funções ampliadas, nomeadamente na área de planeamento e de comunicação.

Aceitei o desafio e iniciamos um processo de transformação digital do Porto de Sines, com a realização de vários projetos de grande valor para o negócio portuário. E esse é sempre o grande desafio da gestão, ou seja, como apostar nas tecnologias certas para aportar valor à empresa, numa lógica de maximização do investimento. A Janela Única Portuária foi o sistema mais importante neste contexto de evolução, ferramenta essencial para o segmento de negócio portuário da carga contentorizada.

Atualmente aceitei um novo desafio, liderar a DGRM. É uma Direcção Geral do Estado, que apresenta responsabilidades muito importantes para a economia nacional em três grandes pilares, nomeadamente Administração Marítima, Pescas e Ordenamento Marítimo.

5. Como é ser Diretor Geral da Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos?
É ter a noção da grande responsabilidade inerente à função, cuja tomada de decisão e gestão de recursos públicos deve ser a melhor para a maximização da nossa economia, no cumprimento dos normativos legais e compromissos externos a que estamos sujeitos, sempre com a participação permanente de uma equipa interna muito competente.

6. Que dicas deixa aos atuais estudantes do Mestrado em Ciências Empresariais?
Uma formação desta natureza é sempre uma mais-valia para a inserção no mercado de trabalho. Por outro lado, um aspeto que sempre destaco relativamente ao IPS é a proximidade dos professores aos alunos, que é, de facto, um aspeto distintivo desta instituição.

março de 2017