This Page is not available in English  

Saltar para: Menu Principal, Conteúdo, Opções, Login.

Estudantes Casos de Sucesso David Guerreiro
DAVID GUERREIRO

Licenciatura em Terapia da Fala

1. Como surgiu a ideia de frequentar o curso de Terapia da Fala?

A ideia de colocar o curso de Terapia da Fala nas minhas opções de ingresso no Ensino Superior surgiu através de uma conversa entre colegas, algures durante o 12.º ano. Sabia que queria uma licenciatura na área da saúde ou, noutra vertente, relacionada com Comunicação Social/Ciências da Comunicação. Em boa verdade, a Terapia da Fala nem foi a minha principal opção, mas, sim, a segunda, pois na altura coloquei Enfermagem como primeira opção. Não entrei por poucas décimas e, hoje em dia, agradeço muito o facto de isso me ter acontecido. Julgo que não haveria outra área da saúde que me pudesse realizar mais que a Terapia da Fala. Sou extremamente feliz e grato por ser terapeuta da fala e poder fazer a diferença na vida das pessoas que confiam no meu trabalho todos os dias.

2. O que o motivou a escolher a Escola Superior de Saúde do IPS para realizar o seu curso?

Na tomada dessa decisão pesaram vários fatores, nomeadamente a proximidade geográfica em relação à área de residência, o facto de ser uma instituição de ensino público (fator económico) e, não menos importante, as informações que li na internet, bem como as referências que já existiam sobre os vários cursos da ESS/IPS. Hoje, posso afirmar que não alteraria a escolha.

3. Quais os aspetos mais relevantes que registou enquanto estudante IPS?

Da minha experiência enquanto estudante destaco, em primeiro lugar, a forma como senti que esta instituição nos valoriza e desenvolve enquanto recursos humanos para o mercado de trabalho, através de muito trabalho, rigor, mas também por via de uma grande proximidade entre estudantes e professores. Relevo ainda o espírito académico IPS. Por fim, não posso deixar de referir que é uma casa que nos deixa saudade e que recebe muito bem os antigos estudantes. Por mim falo, claro.

Um dos pontos altos do meu percurso académico que destaco foi, de facto, a atribuição da Bolsa de Estudo por Mérito, em outubro de 2009, atribuída pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, relativamente ao ano letivo 2008/2009. Este tipo de reconhecimento sabe sempre bem, considerando a nossa dedicação e empenho enquanto estudantes. Fiquei, pois, muito feliz com esta distinção.

4. Como foi o processo de ingresso no mercado de trabalho? Que funções tem desempenhado e quais gostou mais de realizar?

Na altura, o curso de licenciatura em Terapia da Fala era bietápico. Concluí o bacharelato em Julho de 2009 e, felizmente, em Setembro já me encontrava a trabalhar na área, ao mesmo tempo que iniciei o 4.º ano do curso (ano da licenciatura). Isso aconteceu, porque apresentei uma proposta totalmente elaborada por mim a uma clínica privada em Azeitão que não tinha ainda serviço/departamento de Terapia da Fala. Agendei uma reunião com a diretora clínica e, por incrível que pareça, tudo se encadeou de forma muito natural, pois a diretora já andava a pensar em adicionar essa especialidade à clínica. Estive lá quatro anos que foram ótimos para ganhar prática e experiência clínica. Ao mesmo tempo que estudava e que prestava serviços na Clínica S. Lourenço em Azeitão recebo, em Outubro de 2009, uma outra proposta para integrar a empresa “Laboratório da Fala – LabFala Lda.”, fundada por uma ex-professora minha da ESS/IPS (e outra colega sua). Fez recentemente sete anos que integro a empresa LabFala, especializada especificamente em serviços de Terapia da Fala. Basicamente é a esta empresa que devo grande parte das oportunidades de crescimento que tive até hoje. Atualmente coordeno, desde Junho de 2015, a sua delegação da Margem Sul do Tejo.

Posso considerar-me um profissional bastante feliz, pois consigo exercer funções no âmbito de várias valências: rastreio, avaliação e diagnóstico, intervenção terapêutica, formação (incluindo ser educador clínico de estudantes do IPS) e investigação. Eu realmente gosto de todo o tipo de funções que assumo, pois todas elas são importantes e tornam-me num profissional progressivamente mais completo.

Até hoje, ser coautor de um livro técnico específico para a área da voz (projeto coordenado pela Prof. Doutora Ana P. Mendes, docente da ESS/IPS) foi um dos projetos que mais gozo me deu realizar. Contudo, realmente é muito difícil escolher uma função preferencial, pois todo o meu percurso tem sido enriquecido por todas as funções e situações que vou assumindo.

5. Quais são os seus projetos para o futuro?

Um dos projetos futuros passa por, certamente, escrever outro livro ou realizar algum material de intervenção dirigido a terapeutas da fala que trabalhem na área da voz pediátrica ou na área da linguagem escrita, que são as minhas áreas preferenciais enquanto clínico. Enfim, julgo que tudo aquilo que possa vir a fazer para fundamentar, atualizar e enriquecer a prática clínica será bem-vindo. Vou escrevendo, tendo ideias e colocando rascunhos “em gaveta” até que surja ou seja criada a oportunidade de serem efetivamente concretizados. Outro projeto passa por realizar um doutoramento, assim que considerar ter os alicerces propícios para o fazer. Além disso, desejo continuar a receber e a dar formação, não só de/a colegas, mas também de/a outros profissionais (como os de educação).

6. Que mensagem deixa aos futuros diplomados do curso de Terapia da Fala?

Que persistam na sua entrada no mercado de trabalho após concluírem o curso. Que criem as suas próprias oportunidades, sem nunca atropelarem ninguém para o fazerem. Que não esmoreçam perante os muitos possíveis ‘Não’ que possam ouvir ou pela ausência de respostas às suas candidaturas ou propostas. Em suma, a persistência, a capacidade de resiliência, a dedicação, o amor à profissão e o espírito de sacrifício, aliados a bons valores e princípios base, irão levar qualquer novo diplomado a bom porto. Acredito plenamente nisso.

dezembro de 2016