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Estudantes Casos de Sucesso João Lança
JOÃO LANÇA

Mestrado em Engenharia Civil

1. Saiu de Faro para Lisboa, no entanto decidiu realizar o Mestrado em Eng.ª Civil no Barreiro. O que motivou a sua escolha?

O facto de estar a trabalhar a tempo inteiro em Almada, levou-me a procurar uma instituição de ensino superior com ensino noturno. A ESTBarreiro/IPS foi à data a que me possibilitou a conjugação dos estudos com a vida profissional.

2. Evoluir profissionalmente, tendo como suporte a aquisição de mais conhecimentos com o Mestrado foi algo que esteve sempre nos seus projetos? Que portas lhe abriu a realização do Mestrado?

Sempre esteve nos meus planos a realização do mestrado, como meio de continuar a evoluir profissionalmente. Num mundo tão competitivo como o da Engenharia Civil, o mestrado tornou-se um "must've!" . No meu caso facilitou e de que maneira a integração no mercado internacional.

3. Como foi para si integrar o mercado de trabalho a nível internacional? Como descreve a experiência de trabalhar no estrangeiro?

A integração no mercado internacional de trabalho foi, ao início, um processo de insistência nas entrevistas, dado que existe sempre a preferência por engenheiros locais. A minha experiência internacional pode ser dividida em duas partes, a primeira aquando da ida para a Inglaterra e a segunda quando me mudei para a Holanda. Em termos de conhecimentos técnicos ficou bem claro que a nossa engenharia está ao nível das melhores e não senti nenhuma diferença em termos de trabalho técnico. As diferenças entram em campo na cultura das empresas, aí sim se sente a diferença.

4. Quais as empresas onde desempenhou funções? E em qual gostou mais de trabalhar e porquê?

Em Portugal, comecei com um estágio profissional na antiga “Estradas de Portugal”. No final do estágio passei para funcionário a tempo inteiro na empresa, desempenhando a função de Diretor de Fiscalização de obras, onde estive durante 3 anos a fiscalizar e gerir obras de pequena e média dimensão. Durante esses três anos estive também ligado a contratos de manutenção de estradas e a novas obras de grande dimensão como a CRIL.

Em seguida e já com a parte curricular do mestrado feita, embarquei para a Inglaterra ingressando na “Mouchel” como engenheiro de estruturas, função que desempenhei durante um ano, estando ligado ao design e inspeções de Pontes e estruturas rodoviárias.

No final de 2013, fui contatado para a possibilidade de entrar num programa de desenvolvimento acelerado de uma empresa holandesa na área de offshore, Boskalis Offshore. Aqui desempenhei funções como project engineer e proposal engineer, estando envolvido em projetos desde a fase de concurso até a sua execução. Esta é sem dúvida o que mais gostei de fazer, dado a ter a possibilidade de estar em todas as fases do projecto, de trabalhar em todo o mundo e nas mais variadas áreas dentro do offshore (T&I de FPSO, instalação e proteção de pipelines e estruturas marítimas).

5. Quais as suas perspetivas? Pretende continuar pela Holanda?

A minha ideia, de futuro, é crescer dentro da empresa e a curto/médio prazo passar da engenharia para a gestão de projetos e/ou propostas na mesma área. E pretendo continuar na Holanda, dado que as melhores oportunidades para este setor estão aqui neste momento.

novembro de 2016