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Estudantes Casos de Sucesso Filipa Barreiros
FILIPA BARREIROS

Licenciatura em Engenharia Química

1. Como surgiu a Engenharia Química na sua vida? Foi uma área que desde cedo chamou a sua atenção? Porquê?

A minha mãe tirou o curso de Engenharia Química e apesar de ter seguido o ramo de ensino, sempre me permitiu muito contacto com a área prática das ciências, nomeadamente a química.

No entanto, a Engenharia Química não foi a minha primeira escolha após a conclusão do ensino secundário. Na altura, ainda não sabia da existência da ESTBarreiro/IPS e por isso sempre pensei que a única hipótese seria um curso muito teórico e cheio de matemática, como muitos que existem de engenharias.

Por isso, a Engenharia Química acabou por surgir mais tarde na minha vida, como um seguimento de todo o interesse que sempre tive por esta área.

2. Como teve conhecimento do IPS? E o que a motivou a estudar no Instituto?

A minha primeira escolha para entrada no ensino superior, em 2010, foi "Ciências Farmacêuticas". Desde cedo, percebi que não tinha ingressado no curso certo para mim, por diversas razões. Decidi então desistir e procurar um novo curso com o qual me identificaria mais.

No culminar desta procura surgiu o curso de Engenharia Química na ESTBarreiro/IPS, que se mostrou ser um excelente curso, cheio de componente prática, o que para mim sempre foi uma parte fulcral para a minha aprendizagem.

3. E os tempos de estudante, como foram? Quais os momentos que guarda na memória?

Os tempos de estudante foram fantásticos. É sempre aquela altura que nos permite fazer grandes amizades, que nos acompanham nos anos posteriores à conclusão do curso.

Isto foi o que aconteceu comigo, travei especialmente uma grande amizade, que ainda hoje prevalece e foi o meu grande apoio durante toda a licenciatura. Passámos dias e noites a estudar para, claro, ter boas notas nos testes e exames. E não é que funcionou mesmo? Foi muito bom.

Claro que as festas da ESTBarreiro/IPS e do próprio IPS fizeram parte do percurso académico, mas o meu foco foi muito mais o de terminar a licenciatura, na medida em que já “tinha perdido um ano” de estudos por ter mudado de curso.

4. No mundo da química, como foi a sua inserção no mercado de trabalho?

Tudo começou com o estágio curricular. Esta deve ser a mais importante e mais-valia de todo o curso, pois permite-nos aplicar, de uma forma ou de outra, os conhecimentos teóricos e práticos adquiridos ao longo da licenciatura e também permite que o mundo do trabalho nos conheça.

Estagiei na empresa farmacêutica “AtralCipan” durante seis meses, curiosamente sem desempenhar funções de engenheira química, mas sim de química analítica (que também é parte integrante da licenciatura) e fiquei rendida à área em que desenvolvi o meu relatório de estágio.

Como gostaram do meu desempenho, fiquei mais seis meses a trabalhar nesta empresa. Foi assim que entrei no mercado de trabalho.

5. Profissionalmente quais os locais onde desempenhou funções? E quais os que elege como os seus preferidos?

Até à data só trabalhei em duas empresas diferentes, no entanto sempre na indústria farmacêutica na área de química analítica e controlo de qualidade.

Entre Outubro de 2014 e Março de 2015 trabalhei na “AtralCipan”. Desde Abril de 2015 que me encontro empregada na “Hovione ”.

Preferidos ainda não consigo dizer que há. Mas, claro que o facto de trabalhar há mais tempo na Hovione permitiu que adquirisse mais conhecimentos e mais experiência profissional. No entanto, o que consigo dizer é que são duas empresas muito diferentes e com organizações distintas, nomeadamente pelo facto de produzirem produtos em fases diferentes da vida de um medicamento.

Tudo isto torna a área da química analítica muito interessante e consigo mesmo dizer: divertida.

6. Para si, ser Engenheira Química é....

Ter a capacidade de resolver problemas a nível industrial de uma maneira racional, económica e que permita sempre que haja evolução para a empresa.

7. Daqui a alguns como se vê? O que gostaria de ter realizado profissionalmente?

Espero daqui a alguns anos ser chefe de equipa e coordenar os colaboradores para conseguir atingir os objetivos definidos por mim própria e também pela empresa onde eu esteja a desempenhar funções.

dezembro de 2016