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Estudantes Casos de Sucesso Sara Rodrigues
SARA RODRIGUES

Licenciatura em Engenharia Biomédica

1. Como surgiu a decisão de frequentar um curso superior de Biomédica? Vocação ou por se tratar de uma área aliciante que combina tecnologia e biologia?

Estudava Engenharia Mecânica quando surgiu o curso de Engenharia Biomédica pela primeira vez na ESTSetúbal/IPS. Sempre me fascinou a engenharia como aliada do ser humano e como tal a motivação falou mais alto, mudei de curso e segui um rumo que me trouxe até onde estou hoje.

2. Porque decidiu escolher o IPS? E quais são as recordações que tem dos tempos de estudante?

Sou adepta da escola prática, de um ensino mais realista e que vai ao encontro do mercado de trabalho. Por ser um Politécnico achei que seria uma boa oportunidade de me formar e ganhar alguma competência mais funcional para os mercados de trabalho onde estamos inseridos.

3. Durante o seu percurso académico participou em alguma competição ou recebeu alguma distinção?

Durante o meu percurso académico participei duas vezes no concurso nacional Poliempreende e em ambas as participações ganhei o 2.º Prémio Regional. Da primeira vez participei com o projeto “SIMSPORT”, que consiste em aplicar a Biomecânica no tratamento de atletas de alta competição e na segunda vez com o projeto “ADAPTA, Lda.” que se foca na adaptação da habitação para permitir a pessoas portadoras de incapacidade física, a realização de tarefas quotidianas, minimizando a ajuda de terceiros. Para tal a empresa avalia e aconselha o cliente, fornecendo equipamentos e serviços.

4. Tratando- se de uma área que envolve muitos aspetos científicos e tecnológicos, realizou ou participou em algum projeto de investigação? Se sim, qual o projeto e em que consiste?

Iniciei a minha atividade profissional como Bolseira de Investigação num projeto designado “COMPSAR - COMparison of Physical and Simulated Assistive Robots”. O projeto COMPSAR centrava-se no desenvolvimento da criança e das suas capacidades de aprendizagem, cognitivas e sociais e consistiu no desenvolvimento de robôs de apoio (físico e virtual). Estes robôs tinham como objetivo ultrapassar formas secundárias de privação do brincar, permitir que crianças com dificuldades de manipulação participassem em atividades académicas e avaliar as capacidades cognitivas de crianças na execução de tarefas específicas, por comparação com o desempenho de crianças de desenvolvimento típico.

Os resultados da investigação foram muito positivos e encorajaram a continuação do trabalho no desenvolvimento de robôs virtuais como produtos de apoio a crianças com disfunções “neuromotoras”.

5. Após o curso, conte-nos como foi o seu percurso profissional? Por onde passou e que tipo de funções desempenhou?

Desde 2010, que exerço funções como Engenheira Biomédica e de Reabilitação na ANDITEC - Tecnologias de Reabilitação Lda., empresa que se dedica à comercialização, formação, treino, investigação e desenvolvimento na área das Tecnologias de Apoio para pessoas portadoras de deficiência. Nesta empresa fiz um estágio profissional no domínio das Tecnologias de Apoio, em 2010, e depois pelo período de um ano, permaneci na mesma Empresa como Bolseira de Investigação, onde desenvolvi o projeto “COMPSAR - COMparison of Physical and Simulated

Atualmente estou integrada numa equipa multidisciplinar e realizo o aconselhamento acerca dos produtos de apoio para que a pessoa com necessidades especiais possa comunicar, interagir, aceder ao computador e controlar o ambiente, tendo em vista o desiderato e vida autónoma.

Desempenho também outras atividades como Treino e Formação Especializada de Professores e Educadores de Ensino Regular e de Educação Especial, entre outros profissionais que atuam nesta área, relativamente aos vários produtos de apoio existentes em Portugal; a tradução e adaptação para o idioma português de software para crianças e adultos com disfunção “neuromotora”; a conceção e adequação de materiais pedagógicos destinados ao ambiente de sala de aula inclusivo; adaptação para a realidade nacional dos produtos de apoio que têm origem fora do país e a participação em projetos de investigação.

6. Como descreve o dia-a-dia de uma Engenheira Biomédica?

É sempre intenso. Trabalhar com pessoas com deficiência é uma aprendizagem contínua, é um estudar constante para permitir que todos tenhamos as mesmas oportunidades.

7. Qual a mensagem que transmite aos atuais estudantes desta área, que pretendam ter uma carreira de sucesso?

Não é fácil, mas vale a pena. A gratificação de possibilitarmos a inclusão e integração de todas as pessoas numa só sociedade justa é maior do que se pensa.

dezembro de 2016