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Estudantes Casos de Sucesso Francisco Leal
FRANCISCO LEAL
Licenciatura em Engenharia Civil

1. O que o levou a escolher a área da ciência e tecnologia, e mais propriamente a Engenharia Civil?
A minha formação de base foi o Curso Tecnológico de Construção Civil. No fundo, esta formação seria o normal percurso no secundário mas com a particularidade de pertencer à área tecnológica, especificamente construção civil. Inicialmente pretendia ficar com a formação secundária. Depois, à medida que fui aprendendo, decidi continuar.

2. E o Instituto Politécnico de Setúbal? Porquê esta escolha?
Para ser sincero, a minha média não me permitiu ficar em Lisboa. Deparei-me, então, com a abertura deste curso no mesmo ano. Era uma possibilidade de me manter próximo sem ser deslocado. Assim foi, e ainda bem.

3. Em cinco anos de curso certamente recorda bons e maus momentos. Quais as maiores alegrias e dificuldades sentidas?
Confirmo que houve algumas dificuldades, principalmente porque a escola era nova e acompanhámos todo o processo de início de funcionamento, bem como as dificuldades que daí advêm. Mas isso é apenas um pormenor comparado com todas as alegrias e apoio que sentimos ao participar no início deste desafio. Afinal, nós éramos os primeiros destinatários do propósito desta escola.

4. Foi um dos primeiros diplomados pela Escola Superior de Tecnologia do Barreiro. Que preparação lhe deu a ESTBarreiro/IPS para o seu desempenho enquanto engenheiro?
Toda a formação académica que adquirimos faz falta para o nosso percurso profissional. Por vezes, ouvimos colegas a dizerem que, para quem está em obra, a formação académica pouco conta. Não concordo pois podemos não aplicar as equações matemáticas mas aplicamos conceitos, técnicas e capacidade de raciocínio, também adquiridas durante o curso.

5. Para a maioria dos primeiros diplomados da ESTBarreiro/IPS, os últimos anos do curso eram já passados a trabalhar. Que vantagens retira um trabalhador-estudante?
As vantagens são muitas pois estamos a aplicar no terreno aquilo que aprendemos na escola, logo estamos a ter a melhor das escolas que é a experiência.

6. Como foi a inserção no mercado de trabalho após o término do curso?
Comecei a trabalhar antes de terminar o curso. Depois de terminar o curso foi como se o meu estágio já estivesse concluído. Permaneci na mesma empresa.

7. Esteve a exercer funções na Somague em Angola. Como surgiu esta oportunidade? Relate-nos um pouco da experiência de trabalhar fora de Portugal.
Foi das experiências profissionais mais gratificantes e exigentes que já tive. A oportunidade surgiu a partir do meu Superior, ao convidar-me para integrar uma equipa que iria deslocar-se para Angola com o objetivo de desenvolver um projeto amplo, que implicava a reestruturação da Sucursal da Somague em Angola. Neste contexto, durante 2 anos fui responsável do estaleiro central da Somague em Luanda. Durante todo este tempo tive contacto com inúmeras obras que tínhamos em curso, pois a estrutura que dirigia funcionava como elo de ligação e de apoio a todas elas. Para mim foi um desafio estimulante e rico em aprendizagem em áreas como: mecânica, equipamentos de elevação, equipamentos de britagem, equipamentos de produção de betão, logística, manutenção, armazém geral, serralharias, carpintarias e equipamentos marítimos.

Depois de 2 anos no estaleiro parti para um novo projeto, desta feita, em direção de obra, onde participei na construção de um condomínio constituído por moradias de luxo.

8. Que conselho(s) dá aos estudantes do Ensino Superior e aos recém- licenciados que andam neste momento em busca do primeiro emprego?
Nos dias de hoje o nosso mercado é complicado, mas o segredo é nunca baixar os braços. Há que ponderar vários aspetos na estratégia que delineamos para resolver a nossa situação profissional. Ver até onde quero ir e como posso lá chegar. Será que o estrangeiro é opção? Porque não? E cá dentro, quais são as opções que tenho? É com muita satisfação que vejo colegas nossos, e não são poucos, todos formados no Barreiro, a pagarem as suas contas com o trabalho realizado nas suas próprias empresas e projetos. O que interessa é sermos empenhados no que fazemos para que seja sempre feito com sucesso, o resto vem por acréscimo.