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Estudantes Casos de Sucesso Ricardo Pereira
RICARDO PEREIRA

Licenciatura em Engenharia Informática

Desde muito cedo a informática fez parte do mundo de Ricardo Pereira, diplomado pela Escola Superior de Tecnologia de Setúbal em Engenharia Informática (1993/1998). Terminado o Ensino Secundário, eis que ingressa no Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), conclui a sua formação e abre o seu próprio negócio: a Elemento Digital.

Hoje, com um negócio consolidado na sua área de formação tem, ainda, tempo para fazer parte do Conselho Geral do IPS.

Vamos conhecer melhor o Ricardo Pereira

1. Quando surgiu a paixão pela informática e porquê a decisão de ingressar no IPS?
Foi muito cedo, quando entrei na boleia dos Spectrum e dos seus jogos "maravilhosos", que os computadores entraram no meu quotidiano. Os verbos associados rapidamente evoluíram do "jogar" para o "reparar" e depois para o "programar". Foi então natural a minha decisão de inscrever-me no curso Técnico-Profissional de Informática de Gestão onde fiz o 10º, 11º e 12º ano. Não havia dúvidas: era a minha área de preferência. Havia então que lhe dar continuidade: o Ensino Superior. Aí tinha algumas opções disponíveis. Oportunamente visitei todas elas e falei com amigos que as frequentavam.

Depois deste processo a decisão era óbvia e fácil: O Instituto Politécnico de Setúbal. E porquê? Pelo ambiente mais familiar, pela entreajuda e espírito colaborativo entre alunos, mas também com os docentes e funcionários. Os currículos do curso e as saídas eram idênticas, sendo que no IPS tinha a grande mais valia adicional de ter uma componente prática e laboratorial superior.

2. Em cinco anos de curso, o que deixou mais saudades?
O espírito! A equipa maravilha com quem trabalhei em mais de dois anos de dirigente associativo e as diretas a organizar mega eventos!

3. Esteve envolvido em vários projetos extracurriculares na ESTSetúbal/IPS. Quais?
Foram, de facto, muitos pois tive a sorte de ter passado na ESTSetúbal/IPS na sua fase de democratização, na qual foram criados órgãos de gestão, com os seus estatutos e regulamentos.
Resumidamente, penso que foram mais ou menos os seguintes:

  • Presidente da Direção da Associação de Estudantes (AEEST) (2 anos);
  • Presidente da Mesa da Assembleia Geral da AEEST (1 ano);
  • Fundador coordenador da Comissão Académica de Setúbal (2 anos);
  • Vice-Presidente da Assembleia de Estudantes;
  • Vice-Presidente do Conselho Pedagógico;
  • Membro do Conselho Directivo ESTSetúbal/IPS;
  • Comissão Permanente do Conselho Geral do IPS;
  • Membro fundador da Associação de Antigos Alunos;
  • Membro da Assembleia Estatutária do IPS;

Para além disto, participei em diversas comissões e equipas de trabalho com objetivos diversos.

4. Um pequeno balanço do Curso de Engenharia Informática e da Escola Superior de Tecnologia de Setúbal.
O Curso consolidou os meus conhecimentos básicos e instigou o "aprender" constante, necessários para a minha inserção e evolução no mercado de trabalho.

Hoje, sei que está muito mais evoluído e bem alicerçado, seja pelo Plano de Estudos atualizado, pelas infraestruturas existentes, como pelas portas abertas à mobilidade internacional.

Talvez mais importante que o próprio curso tenha sido mesmo toda a atividade extracurricular, que foi essencial para fazer de mim quem sou hoje.

5. Atualmente, integra o Conselho Geral do IPS. Como surgiu este convite?
Tinha estado recentemente presente na Assembleia Estatutária do IPS, responsável pelos atuais estatutos, enquanto representante da comunidade de Setúbal. Foi então, com muito agrado, que acolhi o desafio embora para uma função que não seja propriamente a minha grande mais valia: estatutos. Na sequência deste processo foram eleitos os membros do Conselho Geral, em representação dos alunos, docentes e funcionários, os quais depois propuseram e elegeram 8 pessoas da comunidade. Eu fui um deles, e foi espetacular! Foi num telefonema do Prof. Armando Pires, por quem tenho muita admiração e amizade, que soube desta notícia.

Senti, e sinto, um misto de honra e de oportunidade para fazer mais pelo IPS, dando continuidade a uma paixão já com muitos anos: mais de 15.

6. Depois do curso de Engenharia Informática como começa o percurso profissional? Já tinha alguma experiência?
Sim. Tinha feito alguns trabalhos, fui formador e ainda professor de informática a alunos do 10º ao 12º ano. Após a conclusão do curso, optei por ingressar na carreira de Tecnologia da Informação (TI's), tendo ingressado numa consultora de TI's multinacional, após um processo normal de recrutamento, com psicotécnicos e entrevistas.

7. Quando sentiu vontade de se tornar empreendedor e criar a sua própria empresa?
Muito, muito cedo, mas com consciência, no meu 11º ano, com 16 anos, quando já tinha ideias, equipa (com amigos e colegas) e também projetos já implementados. O tempo, e percurso académico e profissional, permitiram maturar o processo, filtrar os "ovos de colombo" que sempre iam surgindo, identificando o viável e o rentável, do utópico ou megalómano.

Foi já depois de alguns anos, enquanto profissional por conta de outrem, que foi identificado o timing para avançar com um projeto empresarial próprio: a Elemento Digital.

Atenção que nada disto tinha acontecido se não houvesse o principal: Equipa! Eu não fiz nada sozinho; tenho o mesmo mérito que os meus dois sócios. Têm sido partilhado por nós todos os receios, ambições, frustrações e sacrifícios, mas claro, também as vitórias!

O mesmo se passa num outro projeto, a ShowPeople, uma agência de Marketing de Eventos. Um projeto que criei também com mais dois sócios e que partilha grande parte de ADN da Elemento Digital.

8. Quais as dificuldades sentidas durante o processo?
A principal foi mesmo a falta de maturidade na gestão que, muitas vezes, pode condicionar a nossa clarividência, misturando "paixão" com "razão". Obviamente existiram muitos outros obstáculos normais, alguns que na maior parte dos casos "matam" estes processos, como é o caso da equipa, do arrojo e dos "ovos de colombo", mas estes foram sendo trabalhados de forma muito antecipada e rapidamente deixaram de ser assunto.

Por fim, a questão do financiamento foi resolvida com todo o investimento e esforço pessoal e privado, meu e dos meus sócios, abdicando de muita coisa.

9. Fale-nos um pouco da situação atual da empresa e do seu processo de crescimento. Muitos planos para o futuro?
Começámos devagar e sempre sem "gorduras", definindo muito bem o ROI (Return on Investment) de todos os investimentos que fazíamos. Sem nunca abdicar da qualidade e fidelização (tanto de clientes como de colaboradores) o crescimento foi acontecendo, e a notoriedade que entretanto fomos alcançando permitiram-nos acelerar o crescimento das vendas e também o da empresa.

Atualmente a Elemento Digital está a tornar-se num grupo, composto por, para já, duas empresas ligadas ao Marketing Digital e Interativo: a comOn (Agência Criativa, com fortes componentes estratégicas, criativas e de produção) e a adOn (Agência de Meios Digitais, com importante componente analítica e webIntelligence). O nosso maior ativo são as 30 pessoas que fazem a Elemento Digital, comOn e adOn! Tendo escritórios em Lisboa e Setúbal, trabalhamos algumas das maiores marcas nacionais e internacionais.

Quanto ao futuro: essa é a melhor parte! O melhor está para vir!