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Estudantes Casos de Sucesso Marco Nunes
MARCO NUNES

Licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial

Marco Nunes é antigo aluno do Instituto Politécnico de Setúbal.

Começou por frequentar o Bacharelato em Engenharia do Ambiente, na Escola Superior de Tecnologia de Setúbal do Instituto Politécnico de Setúbal (ESTSetúbal/IPS), entre 2002 e 2006. Obteve uma bolsa de mérito pelo seu desempenho excecional durante o ano letivo de 2005/2006 e, em 2007, concluiu a Licenciatura de Bolonha. Atualmente, é finalista no Mestrado em Energia desta Escola.

Iniciou carreira na Geoglobal, uma empresa referência no mercado nacional de informação geográfica, onde desempenhou funções de Técnico de SIG. Atualmente, trabalha como Técnico na empresa AQUASIS - líder no desenvolvimento e implementação de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) para o Sector do Abastecimento e Saneamento Básico.

A Licenciatura foi, para o seu percurso de vida, "um ponto de viragem" - explica o antigo aluno.

1. Licenciou- se no curso de Engenharia do Ambiente. Foi uma opção tomada por vocação?
Sim, sempre desejei estudar na área da Engenharia e em algo que estivesse relacionado com o ambiente ou natureza. Por isso, a opção em Engenharia do Ambiente surgiu muito naturalmente.

2. O que o levou a escolher a Escola Superior de Tecnologia de Setúbal do Instituto Politécnico de Setúbal?
Diversas razões motivaram a minha escolha. A principal razão deveu- se ao facto da Escola Superior de Tecnologia de Setúbal ter disponibilizado o curso de Engenharia do Ambiente em regime pós- laboral. Outra das razões esteve relacionada com a proximidade geográfica com a minha residência, o que me permitiu conciliar o trabalho e o estudo. Finalmente, a vertente mais prática que proporciona o ensino politécnico, permitindo uma melhor integração no mercado de trabalho, e a comprová-lo estão os vários laboratórios existentes na ESTSetúbal/IPS.

3. Quais os momentos do curso que recorda com mais carinho?
Tendo sido um trabalhador-estudante em horário pós- laboral, não tive a vida académica que muitos alunos diurnos tiveram e que recordarão, certamente, com muita saudade. No entanto, recordo com muito carinho a camaradagem e a entreajuda dos colegas de turma e, ainda, a disponibilidade de muitos docentes da ESTSetúbal/IPS no apoio aos seus alunos, algo que não encontrei noutro estabelecimento de ensino superior, que frequentei, e que faz toda a diferença no sucesso escolar.

4. Como caracteriza a preparação que a Licenciatura lhe conferiu?
Ao concluir os seus cursos, os alunos recém-licenciados deparam-se com uma tarefa árdua que é a tentativa de entrar num mercado de trabalho, cada vez mais exigente e competitivo. Assim, estes devem estar dotados de conhecimentos teórico-práticos de forma a permitir essa inserção e o bom desempenho na sua atividade profissional. Nessa perspetiva, penso que a licenciatura da ESTSetúbal/IPS me forneceu as competências necessárias e adequadas para atingir esses objetivos.

5. Terminado o curso, como ocorreu o ingresso no mercado de trabalho?
Posso dizer que o meu ingresso no mercado de trabalho foi muito rápido, pois acabei o estágio proporcionado pela ESTSetúbal/IPS numa 6ª Feira e na 2ª Feira seguinte estava a trabalhar. Devo salientar que o estágio foi fundamental neste processo, pois serviu de porta de entrada na empresa onde estou, neste momento. Por isso, recomendo a qualquer aluno, que tenha disponibilidade, a frequência de um estágio, pois permite ganhar alguma experiência e mostrar as suas potencialidades.

6. Como tem sido o seu percurso profissional?
Estive a trabalhar durante cerca de uma década na área das seguradoras. Findo esse período, resolvi retirar o pó dos livros e voltei a candidatar-me ao ensino superior. Licenciei-me em Engenharia do Ambiente na Escola Superior Tecnologia de Setúbal do Instituto Politécnico de Setúbal. Depois de ter frequentado um estágio fui trabalhar para a GEOGLOBAL e passado um ano ingressei na AQUASIS (Águas de Portugal), onde trabalho como Técnico na área do SIG e na implementação de um sistema de gestão integrada da operação em infraestrutura de abastecimento e saneamento.

7. Como surgiu o desafio de trabalhar na AQUASIS?
A oportunidade de trabalhar na AQUASIS surgiu através de um simples telefonema. Depois de ter estagiado na SIMARSUL, empresa participada da Adp (Águas de Portugal), onde adquiri alguma experiência no manuseamento de GPS e na utilização da aplicação G/InterAqua (SIG), fui trabalhar para uma empresa de referência no mercado nacional de informação geográfica, onde continuei a realizar trabalhos de georeferenciação de infraestrutura de saneamento.

Passado um ano, o meu colega de estágio, que já estava a trabalhar na AQUASIS, ligou-me a informar que estavam a necessitar de colaboradores. Fui admitido para integrar um projeto relacionado com a implementação do SIG (Sistema de Informação Geográfica) nas infraestruturas de saneamento da SIMTEJO, com cerca de 30 ETAR's, 60 estações elevatórias e muitos quilómetros de rede de drenagem.

Decorrido mais um ano, surgiu um novo projeto e fui convidado para a implementação de uma aplicação para gestão integrada da operação em infraestrutura de abastecimento e saneamento nas diferentes participadas das Águas de Portugal. A exploração dessas infraestruturas assenta em vários processos, em muita informação, em muitos intervenientes e, fundamentalmente, em muita experiência adquirida. Muita dessa informação está espalhada em diferentes aplicações informáticas e em documentos em formatos de papel. Esta complexidade multiplica-se quando é necessário realizar uma gestão em vários sistemas. A sua agregação numa única aplicação permite otimizar a gestão da exploração e a minha formação em Engenharia do Ambiente é importante pois agiliza a configuração e parametrização de toda esta informação.

8. Como é o dia-a-dia de um Técnico?
Neste momento, como já referi, a minha atividade profissional reparte-se em duas áreas distintas: a área do SIG, onde diariamente os dados fornecidos pelas empresas devem ser trabalhados e integrados no SIG de forma a converterem-se em informação útil de apoio à tomada de decisão; por outro lado, a área do sistema da gestão integrada da operação, que consiste na configuração e parametrização da aplicação em função da estrutura funcional de cada uma das empresas, bem como na formação dos seus colaboradores. Esta atividade implica frequentes deslocações a todo o país onde se encontram as diferentes empresas do grupo AdP que aderiram ao projeto.

9. Na sua opinião, qual o papel que os Sistemas de Gestão Geográfica (SIG) assumem na atualidade, na área do Ambiente?
A gestão e manutenção de dados de infraestruturas são tarefas críticas para grandes organizações, em particular operadores com concessão de prestação de serviços suportados por infraestruturas em espaço público, nomeadamente como os do sector do abastecimento e do saneamento. Os SIG permitem, quando devidamente estruturados e configurados, organizar, gerir e distribuir informação geográfica contribuindo para a resolução de problemas específicos nesse âmbito, e consequente apoio nos processos de tomada de decisão.

10. Que conselhos daria aos estudantes de Engenharia do Ambiente que pretendam vingar no mercado de trabalho?
O melhor conselho que posso dar está relacionado com a minha experiência pessoal. Os estudantes devem aproveitar o facto de poderem estar exclusivamente a estudar. No meu caso, tive de tirar o curso em regime pós-laboral quando já era casado e pai de uma criança de um mês. O esforço foi redobrado para toda a família. Devem dedicar-se ao estudo e ao trabalho e serem persistentes, pois só assim conseguirão adquirir os conhecimentos que lhes permitirão vingar neste exigente mercado de trabalho.