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Estudantes Casos de Sucesso João Pereira
JOÃO PEREIRA

Licenciatura em Engenharia Eletrotécnica

Frequentou o Bacharelato em Engenharia Eletrotécnica na Escola Superior de Tecnologia de Setúbal do Instituto Politécnico de Setúbal (ESTSetúbal/IPS), entre 1989 e 1992.

Iniciou carreira em 1993 na Volkswagen Autoeuropa. Em 1999/2000 frequentou o "Group Junior Executive Program" no "International Centre of Management and Organization Development - Ashridge Management College" - Projeto internacional na área de "Knowledge Management" que o levou pela Inglaterra, Alemanha, México, Brasil e EUA. Em 2003 frequentou o PDE - Programa de Direção de Empresas na AESE-Escola de Direção e Negócios.

Atualmente é Diretor da Área na Pintura da Volkswagen Autoeuropa.

O curso foi, para o seu percurso de vida, "um trampolim para voos mais altos" - explica o antigo aluno.

1. O curso de Engenharia Eletrotécnica foi uma opção tomada por vocação?
De certo modo sim, já tinha um bom background nessa área, tinha terminado o 12º ano com o curso técnico profissional de instalações elétricas e, na altura de decidir, estava no Técnico a fazer um curso de verão em técnicas de instrumentação.

2. O que o levou a escolher a Escola Superior de Tecnologia de Setúbal do Instituto Politécnico de Setúbal?
Era mais perto de casa, tinha o curso que eu queria e tinha acabado de ser inaugurada.

3. Quais os momentos do curso que recorda com mais carinho?
O ambiente que se vivia, éramos muito poucos, todos se conheciam, tudo era novo para todos.

4. Como caracteriza a preparação que o curso lhe conferiu?
Penso que me deu uma boa base para iniciar o mercado de trabalho. Não saímos a saber tudo, mas saímos com as ferramentas necessárias para evoluir.

5. Terminado o curso, começou a trabalhar na VW AE como engenheiro de processo/planeamento. Como ocorreu esta integração no mercado de trabalho?
Na altura o projeto estava ainda no início, o que me permitiu uma experiência única. Passei o primeiro ano em formação por vários países da Europa, o que facilitou a transição.

6. Como tem sido o seu percurso profissional?
Iniciei a minha carreira em 1993 e, desde essa altura, a mudança e a aprendizagem contínua foram uma constante.

Em 1995, passei a engenheiro sénior liderando um pequeno grupo técnico. Em 1997, deixei as áreas técnicas e abracei uma nova experiência como superintendente de produção na montagem final, onde pude desenvolver as minhas capacidades de liderança. No ano seguinte voltei ao contacto com as áreas técnicas, como superintendente de manutenção e engenharia fabril. Em 1999, voltei a assumir novas responsabilidades como diretor de divisão de engenharia processo/produção, engenharia industrial e ergonomia, manutenção e engenharia fabril - função que me permitiu expandir a minha área de conhecimento. Em 2002, surgiu um novo desafio na área da pintura, que interrompi temporariamente para integrar uma equipa internacional responsável pela restruturação das fábricas do grupo no Brasil. Em 2008, assumi a direção da área da pintura.

7. Como surgiu o desafio de trabalhar na Volkswagen Autoeuropa?
Tinha sabido do projeto ainda durante o curso, candidatei-me nessa altura, desde muito novo que queria trabalhar nesta indústria. Encontrava-me a terminar o serviço militar quando fui contactado e algumas semanas depois juntei-me a este projeto.

8. Como é o dia-a-dia de um Diretor de Pintura?
Certamente muito diferente daquilo que um estudante universitário possa esperar - começo o meu dia às 6h40 revendo os relatórios do dia anterior, tenho a primeira reunião às 7h10, e a última às 18h00 - não há hora certa de saída! Cada área funciona como uma empresa independente à qual são atribuídas instalações técnicas, recursos humanos e financeiros, os quais têm que ser geridos da forma mais eficiente possível para cumprir os objetivos. Muita independência e autonomia que exigem, igualmente, muita responsabilidade.

9. De que modo considera que a área que superintende, a Pintura, poderá contribuir para a sustentabilidade ambiental da produção da Volkswagen Autoeuropa?
Somos a área da fábrica com maior impacto ambiental, por isso desenvolvemos continuadamente vários projetos para que os nossos processos sejam mais amigos do ambiente, quer no sentido de eliminar substâncias nocivas, quer no âmbito do reaproveitamento de recursos e eficiência energética.

10. Que conselho daria aos estudantes de Engenharia Eletrotécnica, agora Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, que pretendam vingar no mercado de trabalho?
Preparem-se para um choque cultural - o curso dá-vos as bases mas a partir daqui a evolução de cada um depende de vocês próprios (vão ter que continuar a adquirir conhecimentos por vós próprios para o resto da vida). Sejam persistentes, inovadores e proactivos, preparem-se para trabalhar em equipa (hoje em dia a maior parte das empresas trabalha com equipas multidisciplinares e muitas vezes internacionais), adquiram conhecimentos em legislação laboral e gestão (muito útil se tiverem que liderar equipas) e, por último, aproveitem cada oportunidade que surja.