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ESE/IPS é parceira de projeto social inovador da Cáritas de Setúbal

'Recriar-se' recorre à música e outras artes para combater a exclusão social

Música e outras formas de expressão criativa, como o teatro, fotografia, dança e artes plásticas, são hoje parte da nova rotina dos utentes do Centro Social São Francisco Xavier, da Cáritas Diocesana de Setúbal, através de um projeto de intervenção social inovador. 

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"Recriar-se", que está no terreno desde 2015, teve origem numa proposta de Carlos Barreto Xavier, docente da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal (ESE/IPS), e ganhou depois forma de projeto com a criação, pela direção da Cáritas de Setúbal, da equipa multidisciplinar que hoje acompanha o grupo nas sessões semanais de segunda-feira. Um coletivo composto por utentes sem-abrigo e outros que são igualmente vítimas de exclusão social.

A música foi a origem de tudo, como recorda o docente, e também músico, que coordena o "Recriar- se", em estreita colaboração com o assistente social Henrique Silva e a psicóloga Ana Gaspar. "O projeto, em regime de voluntariado, foi por mim iniciado em outubro de 2015, no Centro Social São Francisco Xavier, como uma resposta interior a um pedido de alguns sem-abrigo/utentes: gostariam de ter alguma formação em música".

A partir daí, abriu-se uma porta e, para além dela, um mundo de possibilidades. Trabalhou-se um repertório escolhido pelos utentes e representativo das suas vivências mais significativas. Realizaram-se várias apresentações públicas com o intuito de promover a integração social, incluindo uma, muito especial, para apresentação do CD áudio "Recriar-se". Introduziram-se ainda a fotografia, o teatro e as artes plásticas no ateliê de expressão criativa, com o apoio de alunos da ESE/IPS e dos professores Fernando Pinho, Fernando Casaca e Joana Matos.  

Ao olhar para trás, a caminho do terceiro ano, Carlos Barreto Xavier e a equipa do projeto consideram que as "mudanças positivas na vida dos utentes" são uma evidência. "Identificamos grandes vantagens no empowerment, ou seja, na capacitação das pessoas que participam nas sessões semanais. Esta capacitação ocorre através de um maior autoconhecimento e dos laços que estabelecem com o grupo, numa maior capacidade em cumprir regras e assumir responsabilidade, bem como nos contatos que as apresentações públicas proporcionam", explica.  

O docente sublinha igualmente que as competências entretanto adquiridas se estendem à vida quotidiana. E que os utentes, progressivamente, "se revelam mais empáticos, como se da experiência da audição passassem para a da escuta de si e dos outros". "Percebe-se que este caminho de desenvolvimento pessoal, estimulado através de um método de intervenção social inovador, conduz cada um dos participantes do grupo a consolidar uma nova forma de estar, pautada por uma maior integração, harmonia e capacidade em lidar positivamente com os desafios que a vida lhes vai colocando", conclui. 

De futuro, lá para finais de 2018, está prevista a apresentação do musical "O Mundo ao contrário e Eu", uma criação coletiva original a cargo do grupo de música e do ateliê de expressão criativa "Sim, existo!", construída a partir dos talentos de cada utente, entretanto trabalhados e desenvolvidos nas diferentes valências.

Recorde-se que esta parceria com a ESE/IPS, em forma de protocolo, tem permitido a colaboração dos alunos da licenciatura em Animação e Intervenção Sociocultural, inclusivamente com investigação sobre o projeto. 

 

28 de dezembro/2017

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