Equipa do IPS vence 7º edição do Concurso Nacional Poliempreende
Tintas Inteligentes e amigas do Ambiente
O projecto "Smartpaint" do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) conquistou o 1º prémio na
7ª edição do Concurso Nacional Poliempreende. A entrega de prémios decorreu nos dias 16
e 17 de Setembro, em cerimónia promovida pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo.
O projecto vencedor desta edição visa a produção de tintas inteligentes e amigas do
ambiente que mudam de cor com a temperatura ou com o grau de deformação do objecto
que revestem, de uma forma quantitativa.
Potencial das tintas
Estas tintas apresentam potencial para preencherem vários nichos de mercado, com alto
valor acrescentado, tanto no sector Industrial (na monitorização do grau de deformação de
peças constantemente sujeitas a tensão ou que sofram degradação térmica acima de um
dado limite de temperatura, com vista a substituições preventivas), como em Arquitectura
(permitindo criar espaços interactivos: pisos que mudam de cor ao serem percorridos,
paredes cuja cor se altera ao longo do dia, por variação térmica, etc.) como ainda em
Design (produção de louças que mudem de cor ao longo da refeição, cinzeiros para bares,
brinquedos, etc.) ou mesmo em Publicidade.
Projecto Inovador
Trata-se de um projecto com um elevado grau de inovação onde convergiram alguns dos
aspectos críticos que, frequentemente, acabam por determinar a diferenciação que os
destaca dos restantes. Por um lado, é promovido por uma equipa mista que inclui docentes
e alunos com elevadas competências científicas complementares, capacidade e história de
investigação, oriundos de instituições diferentes e dotados da curiosidade e competência em
compreender como valorizar esses activos. Por outro, uma estrutura de apoio ao
empreendedorismo (OTIC-IPS) que proporciona as ferramentas necessárias aos
empreendedores, desde um plano de formação em negócios até a um apoio personalizado
desde a ideia até ao mercado.
Projecto no Poliempreende
Como afirma Susana Gonçalves, docentes da EST Setúbal/IPS, uma das promotoras deste
projecto, constituída ainda por Pedro Marques de Almeida, docente do ISEL/IPL, e Rúben
Miguel da Encarnação, aluno da Escola Superior do Barreiro (ESTBarreiro/IPS), "a passagem
pelo 7º Poliempreende, fez-nos, portanto, crer que os mundos da ciência e do
empreendedorismo são, definitivamente, compatíveis. São duas faces da mesma moeda.
Cada um tem, simplesmente, a função de dar significado ao outro. Transpor este ponto de
vista para a prática parece ter sido a tarefa que o júri, não sem um toque de ironia, nos
propôs fazermos a seguir... Esperemos estar à altura!"
Poliempreende
Recorde-se que no âmbito do concurso Poliempreende - que pretende fomentar o
empreendedorismo nos alunos do Ensino Superior Politécnico e o surgimento de novas e
inovadoras empresas - cada Instituto Politécnico promoveu um concurso regional, que
permitiu apurar o melhor projecto para concorrer a nível nacional.
«Não temos dúvidas que persistindo é possível quebrar a barreira devendo referir-se a
importância que o Poliempreende tem tido na constituição de novas empresas
empreendedoras», adianta Pedro Dominguinhos, vice-presidente para a área do
empreendedorismo e ligação às empresas do IPS.
Da iniciativa já resultaram 302 projectos, envolvendo cerca de 900 alunos e mais de 50
docentes, que levaram à criação de 22 empresas (havendo outras 36 em fase de criação) e
ao registo de várias dezenas de patentes. Todas estas empresas promovem jovens
licenciados e com elevadas qualificações técnicas e académicas.
O responsável explica ainda a importância da inclusão do empreendedorismo na estratégia
do IPS, em que «a persistência desta linha estratégica de acção nas prioridades da
Presidência tem permitido a consolidação de recursos, de ferramentas e de rotinas que, de
forma gradativa, tem crescido tanto em termos de visibilidade interna como externa e
começa a dar os frutos que, a médio prazo, sempre confiámos serem alcançáveis».
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