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Mónica Rosa e Pedro Estaço - Fisioterapeutas

'Sucesso' - Antigos Estudantes


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Eles são Antigos Estudantes do Instituto Politécnico de Setúbal. Conheceram-se na Escola Superior de Saúde onde frequentaram a Licenciatura em Fisioterapia. Terminaram os seus estudos em 2006 e começaram a trabalhar. A certa altura sentiram necessidade de criar um espaço à sua medida, um local alegre e de ambiente familiar, onde pudessem potenciar as suas capacidades e proporcionar bem-estar aos seus utentes.

Ela é a Mónica Rosa, ele o Pedro Estaço e, juntos, tiveram a ousadia de criar a sua própria empresa, a "Pontofisio". Em comum partilham, no entanto, bem mais do que este projecto profissional, partilham uma vida a dois.



VEJA AQUI a REPORTAGEM VÍDEO






Mónica e pedro
Mónica Margarida Bulcão Rosa
Curso: 2002/2006

Pedro Miguel Silva Guerreiro Estaço
Curso: 2000/2006 - entrada no ano em que a ESS abriu




As melhores recordações do Curso

Mónica - Uma das fases que mais recordações me traz foi o 1º ano do curso, pela novidade, as mudanças a nível pessoal, a formação de novas amizades, o afastamento de casa, as jantaradas e festas da Escola. Recordo, também, com saudade as noitadas a fazer trabalhos na Escola, ou a treinar para as avaliações práticas... Na altura nem damos o devido valor a muitos desses momentos, apenas mais tarde nos apercebemos como contribuíram para a nossa formação como profissionais e pessoas...

Pedro - Fiquei com muitas recordações do curso. Boas e menos boas, como em tudo. Por ter feito parte do primeiro grupo de alunos que entrou na ESS talvez sinta que, de certa forma, contribui para o modo como a Escola cresceu e como os professores também cresceram ao longo dos seis anos que o frequentei. Sinto que, provavelmente, existiu com os primeiros alunos uma proximidade bastante saudável, proximidade essa que percebi continuar ainda hoje a existir. Por norma, quando entramos no ensino superior pensamos que as coisas vão ser diferentes, mais frias e distantes do que no Secundário. No entanto, não foi isso que encontrámos. As melhores recordações passam, invariavelmente, pelas amizades, pelos jantares, pelas festas, pela possibilidade que tínhamos, nos primeiros anos, de fazer noitadas nas salas a praticar, a estudar, a fazer alguns trabalhos de grupo. Ficam as pessoas com as quais nos ligámos mais e aqueles episódios aparentemente insignificantes mas que, de certa forma, nos ficam gravados no álbum de recordações.



Momentos de maior dificuldade na frequência do Curso

Mónica - Houve, sem dúvida, momentos de altos e baixos ao longos dos vários anos. Momentos em que foi difícil estar longe da família e dos amigos mais próximos e momentos em que se formaram grandes amizades. Houve, de facto, situações mais difíceis em termos de estudo, essencialmente com o acumular do projecto de investigação, o estágio no Sporting e, ainda, as aulas e trabalhos das outras disciplinas. Muitas vezes tornava-se complicado arranjar tempo para conseguir dar resposta a tudo.

Pedro - Ainda hoje acredito que todos passamos por uma fase em que pensamos que não estamos no curso certo, que deveríamos mudar. Os receios de falhar, a certeza que depois de passar aquela fase já não há retorno, que em principio vai mesmo ser aquilo que vamos fazer o resto da vida. Talvez a fase mais complicada seja, no primeiro ano, quando passa a novidade e o fascínio e percebemos o grau de exigência do curso. Aí compreendemos que, para sermos bons profissionais, temos mesmo que nos aplicar bastante. No fim do segundo ano, e como na altura era jogador profissional de basket, tive que escolher entre o Desporto e a Fisioterapia. Devidamente aconselhado, resolvi fazer uma pausa no curso e tentar a minha sorte no Desporto. Depois, foi fácil voltar e retomar o curso porque, na verdade, nunca mais desliguei totalmente. Penso que, na altura, tomei a decisão mais correcta.



Professores mais marcantes

Mónica - Apesar de todos nos terem "influenciado" à sua maneira, há sempre alguns que recordamos com maior frequência, pela relação mais pessoal ou pela sua capacidade de despertar em nós a curiosidade e a reflexão crítica. Destaco o Prof. Ricardo Matias, orientador do Projecto de Investigação, pelo trabalho realizado ao longo do tempo e capacidade de nos fazer encarar as contrariedades, que surgiram, de uma foram positiva. Os Professores Madalena Gomes da Silva, Eduardo Cruz, Aldina Lucena, Teresa Paula, Carla Pereira, Lina Robalo por fomentarem constantemente o espírito crítico e a reflexão. Um Professor que também recordo com carinho é o Prof. Serranito (Anatomo-Fisiologia), pela capacidade que tinha em utilizar exemplos da vida real para expor a matéria, bem como pela alegria que apresentava em todas as suas aulas.

Pedro - Todos nos marcam de certa forma. Pelas frases, pelos episódios e as histórias, pelos conhecimentos tão específicos que nos passam, pelas características peculiares de cada personalidade e, claro, pelas afinidades que nem sempre conseguimos explicar. Pessoalmente, até pelos conselhos que me deu na altura, tenho pela Professora Madalena Gomes da Silva um carinho especial. Soube compreender a minha decisão de parar um ano e meio o curso para me dedicar ao basket, respeitando a opção de nem tão pouco querer correr o risco de passar a algumas cadeiras práticas sem ir as aulas e sem adquirir, devidamente, os conhecimentos. As suas palavras e a sua compreensão foram muito importantes para que me sentisse verdadeiramente seguro da minha decisão. Talvez nem ela saiba como foi importante. Também a Professora Fátima Perloiro de Psicologia, os Professores Eduardo Cruz, Aldina Lucena, Ricardo Matias e o José Esteves também.



Actividades extra-curriculares na ESS

Mónica - Fui um dos membros fundadores dos Semper T'Unos (Tuna Académica da ESS-IPS), tuna da qual fiz parte até ao fim do curso.

Pedro - Não. Ajudei em diversas actividades e na organização de alguns eventos mas sempre de forma não oficial, até porque a minha actividade de jogador nem sempre me permitia muita disponibilidade.



Locais de estágio por onde passaram

Mónica - Hospital Ortopédico Sant´Iago do Outão, Hospital Pulido Valente, Federação Portuguesa de Judo, Hospital de São José, Hospital de Egas Moniz e Sporting Clube de Portugal-Futsal.

Pedro - Santa Casa da Misericórdia de Setúbal, Hospital São Bernardo em Setúbal, Futebol Clube "Os Belenenses" - Basquetebol, Hospital São José (2 estágios) e Sporting Clube de Portugal - Futsal.



Para além de um futuro profissional, começou na ESS um futuro amoroso que culminou em casamento. Como começou esta história de amor?

Mónica e Pedro 2 Vai fazer 4 anos, em Abril próximo, que namoramos e, no mesmo dia e mês, 3 anos que vivemos juntos. Casamento faz parte dos planos futuros mas com negócio recente não teríamos tempo para a lua-de-mel.

Quando a Mónica ingressou na ESS eu já estava a entrar no 3º ano. Foi-me apresentada por um colega que, tal como ela, também era dos Açores. Na altura, apresentaram-nos por sermos ambos jogadores de basket. No 3º ano, fomos da mesma turma e partilhámos um doente de estágio. No 4º ano, trabalhámos em conjunto num estágio no Futsal do Sporting e começámos a simpatizar mais um com o outro. A relação foi crescendo, gradualmente, até ao namoro. No fundo, fomos percebendo, ao longo do tempo, que tínhamos muito em comum...



Valeu a pena estudar na ESS? Como classificam a Escola e a formação que confere?

Pedro - Sim, certamente. Na altura que entrei tinha também conseguido vaga numa Faculdade privada mas, em boa hora, decidi vir para Setúbal. Penso que, neste momento, é uma das mais importantes Instituições de Ensino Superior do país e a sua formação, orientada sempre para o sentido crítico e construtivo dos alunos, faz com que estes sintam a necessidade constante de não se resignarem aos conhecimentos obtidos mas, sim, de procurar sempre mais.

Mónica - Sim, sem dúvida. No início do curso ainda pretendia conseguir uma transferência para Lisboa, uma vez que a minha irmã estudava lá e era menos dispendioso estarmos a viver no mesmo sítio. Mas hoje em dia agradeço o facto de não ter conseguido. A qualidade do ensino é sem dúvida uma mais valia. Acho que aquilo que torna a Escola Superior de Saúde diferente passa, sobretudo, pela relação que há entre as pessoas (alunos, profs, funcionários) e pelo espírito de entreajuda.



Terminado o curso iniciaram, de imediato, a vossa actividade empresarial ou trabalharam noutros locais?

Trabalhámos, os dois, em outros locais. Estivemos, ambos, numa clínica de Fisioterapia em Setúbal. A Mónica num gabinete privado em Azeitão e nas Escolas Academia Sporting Setúbal. Eu, além da clínica em Setúbal estive 3 anos nos seniores do Futsal do Sporting, local que deixei com muita pena ao iniciar esta nova actividade empresarial. Infelizmente os horários não eram compatíveis.



Como surgiu a ideia de criar a "Pontofisio"?

ponto fisio Basicamente, entendíamos que a Fisioterapia deveria ser algo mais do que aquilo que nos era permitido fazer em algumas Instituições. Sentíamos que os vícios existentes nesses locais não nos permitiam potenciar as nossas capacidades para ajudar os nossos utentes. Assim, idealizámos um espaço mais à nossa medida e empurrados pela coragem de alguns familiares, o projecto começou a surgir. Queríamos um espaço alegre, com um ambiente familiar, onde as pessoas se sentissem bem.



Quais as valências empreendedoras que se complementam entre os dois para terem tido a ousadia de criar o vosso próprio emprego?

Dinamismo, criatividade, preocupação com o próximo, necessidade de realização profissional.



Quais as maiores dificuldades que enfrentaram na criação da vossa empresa?

Felizmente, tivemos muita ajuda ao nível familiar pelo que as questões associadas à criação da empresa nos passaram um pouco ao lado. Centrámo-nos mais em áreas muito especificas como as valências que pretendíamos, o equipamento e os profissionais a recrutar. Ainda assim, sentimos alguma falta de apoio para a criação de novas empresas na área da saúde, os processos burocráticos, limitações impostas para o espaço (áreas mínimas e salas obrigatórias). Depois, parecia que ninguém sabia o que era necessário para abrir uma clínica de Fisioterapia. Diziam-nos que levava tempo, que era muito complicado, que as licenças eram difíceis de obter. Antes de iniciar esta aventura procurámos saber tudo o que seria necessário, para não termos de fazer correcções a meio do caminho. E no final, ainda que não tenha sido um mar de rosas, também não foi o tormento que nos tinham adivinhado. Como as tarefas foram bem divididas pensamos que as coisas correram bem, muito bem até.



Falem-nos sobre a vossa empresa (onde se encontra sediada, serviços que presta ao exterior, quantos profissionais de saúde emprega, etc)

Espaços1 Espaços2 Espaços3

O nosso espaço encontra-se sedeado no Montijo. É uma cidade que cresceu muito nos últimos anos e que não tem tido o devido acompanhamento na área da saúde. Para mais, é a minha terra (Pedro), pelo que, conheço bem a sua realidade. Procurámos juntar uma série de valências que, muitas vezes, se complementam. Temos disponíveis serviços de: Fisioterapia, Enfermagem, Nutrição, Fisiatria, Ortopedia, Medicina Desportiva, Reumatologia, Neurologia, Pediatria, Preparação para o nascimento, Recuperação pós-parto e Curso de Massagem do Bebé. Temos, ainda, disponível a massagem de relaxamento, desportiva e a drenagem linfática manual. A curto-médio prazo, gostaríamos de ter, ainda, as valências de dermatologia, psicologia e terapia da fala. Tivemos a vantagem de encontrar um espaço com uma área muito boa e sem qualquer parede levantada, pelo que pudemos subir os gabinetes de acordo com duas premissas essenciais: funcionalidade e conforto. Neste momento, estamos apenas os dois a trabalhar, diariamente, no espaço mas em breve irá juntar-se a nós uma administrativa para ficar na recepção. Os médicos das diversas especialidades deslocam-se ao local nos dias agendados para as consultas.

Actividade 3 Actividade1 Actividade 2



Se tivessem que deixar uma mensagem aos futuros profissionais de Fisioterapia, actualmente ainda estudantes na Escola Superior de Saúde do IPS o que lhes diriam?

Pedro - Que estão no sitio certo. Que, se desejam ser Fisioterapeutas, não poderiam ter escolhido melhor. Diria que o mercado de trabalho está cada vez mais complicado mas que, para profissionais de excelência, existe sempre uma vaga em algum local. E que, sendo estudantes da ESS-IPS, conhecendo eu a qualidade do ensino existente, ser um profissional de excelência apenas depende deles e do seu grau de interesse e dedicação pela profissão.

Mónica - Acima de tudo, que nunca esqueçam que no topo das nossas prioridades tem que estar sempre o utente e o seu bem-estar, e que é necessário fazer tudo o que está ao nosso alcance para podemos melhorar a sua condição. Para isso, é necessário reflectirmos constantemente sobre a nossa prática e procurarmos saber cada vez mais, para que a nossa intervenção possa fazer a diferença.

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